O 2º turno é uma nova eleição. A largada é o resultado do 1º turno. Quem votou em A tende a ficar em A, e quem votou em B tende a ficar em B. A disputa se decide em quem ainda não tem lado: o reservatório.
Largura de cada faixa = milhões de eleitores no cenário atual (valor esperado em 25/out). Mude as divisões no painel "O reservatório" e o mapa acompanha.
Placar e chance medem coisas diferentes. O placar diz por quanto alguém vence. A chance diz com que frequência isso acontece nas eleições simuladas. Uma diferença de 2 p.p. é pequena no placar. Se as oscilações dos grupos também são pequenas, essa diferença se mantém na maioria dos cenários, e por isso a chance fica alta. Os eleitores do 1º turno de A e de B quase não trocam de lado; o que se move é o reservatório.
Cada barra conta os cenários que terminam com aquela fatia de A nos votos válidos. A maioria fica perto de 50%: a disputa é apertada mesmo quando um lado vence mais vezes.
Participação de A nos votos válidos, dia a dia, do último dado oficial até 25/out. Cada linha fina é uma trajetória possível.
Para cada grupo, defina quanto vai para A, quanto vai para B e quanto oscila por dia. O restante é ausência. Os traços à direita mostram 12 trajetórias possíveis da fatia de A (roxo) e de B (verde) dentro do grupo.
Fatia da variância da margem final atribuída a cada grupo (alocação de Euler: Cov(mₖ, M) / Var(M)). As fatias somam 100%.
Votos válidos líquidos, em milhões. À esquerda, saldo para B; à direita, para A.
Para a Justiça Eleitoral, cada turno é um pleito separado. Quem faltou no dia 4 pode votar no dia 25, e quem votou pode faltar. O ponto de partida é um dado oficial: no 1º turno, A teve 56,1 milhões de votos válidos (47,03%) e B teve 53,9 milhões (45,16%). Se o reservatório inteiro se dividir meio a meio, essa vantagem herdada já deixa A um pouco acima de 50%. A página mostra esse número para separar o que vem do 1º turno do que vem das premissas.
São cinco grupos. Os 33,4 milhões que se abstiveram no 1º turno (21,08%, a maior taxa desde 1998). Os cerca de 6 milhões de brancos e nulos. Os cerca de 9,3 milhões que votaram em candidatos eliminados. Os cerca de 2% que se declaram indecisos, retirados proporcionalmente dos outros grupos para não contar ninguém duas vezes. E a fidelidade dos núcleos de A e de B, que também oscila um pouco.
Cada grupo se divide em três estados: vota em A, vota em B ou não vota validamente. A e B têm processos brownianos separados, cada um medido contra o terceiro estado. Assim, mobilizar A não desmobiliza B automaticamente. O parâmetro ρAB diz quanto os dois se movem juntos, e ρ diz quanto um fato novo atinge todos os grupos ao mesmo tempo.
As pesquisas não são a âncora, são observações com ruído no meio do caminho. Cada trajetória recebe um peso pela concordância com o Datafolha de 6–8/out (52% de A nos válidos, BR-02949/2026) e de 13–15/out (51%, BR-00466/2026). O peso usa o erro amostral (2.520 entrevistas, efeito de desenho 1,5) e um erro sistemático comum às duas, porque são do mesmo instituto. Trajetórias que contradizem as pesquisas perdem peso, sem serem descartadas.
Pense num jogo em que um time vence por 1 a 0 aos 80 minutos. O placar é apertado, mas esse time vence a maior parte das vezes, porque faltam poucos minutos e um gol é raro. Aqui é igual. A diferença esperada é de cerca de 2 p.p., e quem votou em A ou em B no 1º turno quase não muda de lado. Só o reservatório se move, e ele precisaria se inclinar bastante para um lado para inverter o placar. O limiar de virada mostra quanto.
"Empate técnico" nas pesquisas quer dizer que a diferença cabe na margem de erro, não que as chances são iguais. Uma pesquisa de 51% a 49%, com incerteza total de 1,6 p.p. (erro amostral mais 1 p.p. de erro sistemático), dá ao líder cerca de 73% de chance. Nos 2º turnos de 2014, 2018 e 2022, a última pesquisa Datafolha errou a fatia do vencedor nos válidos em cerca de 1 p.p. ou menos.
Não mede o comportamento real de cada grupo: as divisões e volatilidades padrão são hipóteses de trabalho. Não tem dimensão regional e não substitui pesquisa registrada no TSE. Abaixo de 11 dias de difusão nenhuma pesquisa entra no filtro, e o estado de partida é tratado como conhecido, o que subestima a incerteza. A semente é fixa e a impressão digital SHA-256 identifica o cenário exato.
O mesmo motor de incerteza decomposta funciona para lançamentos, demanda, risco e cenários de mercado. Deixe o contato para receber o relatório metodológico e a análise pós-eleição, que vai comparar as premissas com o resultado oficial de 25/out.