STRATAGOEleições 2026 · 2º turno
SIMULAÇÃO DE CENÁRIOS · NÃO É PESQUISA ELEITORAL
Movimento browniano sobre quem ainda não decidiu

O 2º turno se decide no reservatório volátil

O 2º turno é uma nova eleição. A largada é o resultado do 1º turno. Quem votou em A tende a ficar em A, e quem votou em B tende a ficar em B. A disputa se decide em quem ainda não tem lado: o reservatório.

Como o simulador funciona

Largada, divisão e oscilação

  1. 1. Largada. O ponto de partida é o resultado oficial do 1º turno (TSE, 4/out): 158,7 milhões de eleitores divididos em seis grupos. Dois são núcleos: quem votou em A e quem votou em B. Os outros quatro formam o reservatório: abstenção, brancos e nulos, eleitores de candidatos eliminados e indecisos de hoje.
  2. 2. Divisão. Todo grupo se divide em três destinos no 2º turno: vota em A, vota em B ou se ausenta (falta, branco ou nulo). Nos núcleos isso dá seis movimentos: A fica em A, A troca para B, A se ausenta, B fica em B, B troca para A, B se ausenta. O reservatório segue a mesma regra, só que com divisões bem mais abertas.
  3. 3. Oscilação. Essas divisões não são fixas. Cada fatia oscila um pouco a cada dia até 25/out, como um movimento browniano. Os núcleos oscilam pouco; o reservatório oscila muito. As pesquisas registradas servem de filtro: os caminhos que discordam delas pesam menos.

Largura de cada faixa = milhões de eleitores no cenário atual (valor esperado em 25/out). Mude as divisões no painel "O reservatório" e o mapa acompanha.

Placar mais provávelA — × — B% dos votos válidos (mediana)
Diferença no placar—
Quem termina à frente—
Limiar de virada—

Placar e chance medem coisas diferentes. O placar diz por quanto alguém vence. A chance diz com que frequência isso acontece nas eleições simuladas. Uma diferença de 2 p.p. é pequena no placar. Se as oscilações dos grupos também são pequenas, essa diferença se mantém na maioria dos cenários, e por isso a chance fica alta. Os eleitores do 1º turno de A e de B quase não trocam de lado; o que se move é o reservatório.

Como terminam as eleições simuladas

Cada barra conta os cenários que terminam com aquela fatia de A nos votos válidos. A maioria fica perto de 50%: a disputa é apertada mesmo quando um lado vence mais vezes.

cenários com B à frente cenários com A à frente

Leque browniano

Participação de A nos votos válidos, dia a dia, do último dado oficial até 25/out. Cada linha fina é uma trajetória possível.

trajetória termina com A à frente termina com B à frente 80% central 95% central pesquisa (±1,96 erro amostral)

21 = desde o 1º turno (4/out), a última medição oficial · abaixo de 11, nenhuma pesquisa entra no filtro
−0,9 = o que um ganha o outro perde · 0 = mobilizações independentes · +0,9 = sobem e descem juntos
0 = cada grupo oscila sozinho · alto = um fato novo move todos juntos
p.p. por dia nos grupos voláteis
p.p. por dia nos grupos voláteis
viés comum do instituto, além do erro amostral
pesa cada trajetória pela concordância com o Datafolha de 8/out e 15/out

O reservatório

Para cada grupo, defina quanto vai para A, quanto vai para B e quanto oscila por dia. O restante é ausência. Os traços à direita mostram 12 trajetórias possíveis da fatia de A (roxo) e de B (verde) dentro do grupo.

Núcleos do 1º turno: quem fica, quem troca, quem falta

Quem carrega a incerteza

Fatia da variância da margem final atribuída a cada grupo (alocação de Euler: Cov(mₖ, M) / Var(M)). As fatias somam 100%.

Saldo esperado por grupo

Votos válidos líquidos, em milhões. À esquerda, saldo para B; à direita, para A.

Ver como tabela
Âncora

Por que tratar o 2º turno como uma nova eleição

Para a Justiça Eleitoral, cada turno é um pleito separado. Quem faltou no dia 4 pode votar no dia 25, e quem votou pode faltar. O ponto de partida é um dado oficial: no 1º turno, A teve 56,1 milhões de votos válidos (47,03%) e B teve 53,9 milhões (45,16%). Se o reservatório inteiro se dividir meio a meio, essa vantagem herdada já deixa A um pouco acima de 50%. A página mostra esse número para separar o que vem do 1º turno do que vem das premissas.

Reservatório

Os votos que ainda não têm dono

São cinco grupos. Os 33,4 milhões que se abstiveram no 1º turno (21,08%, a maior taxa desde 1998). Os cerca de 6 milhões de brancos e nulos. Os cerca de 9,3 milhões que votaram em candidatos eliminados. Os cerca de 2% que se declaram indecisos, retirados proporcionalmente dos outros grupos para não contar ninguém duas vezes. E a fidelidade dos núcleos de A e de B, que também oscila um pouco.

Método

A e B desacoplados

Cada grupo se divide em três estados: vota em A, vota em B ou não vota validamente. A e B têm processos brownianos separados, cada um medido contra o terceiro estado. Assim, mobilizar A não desmobiliza B automaticamente. O parâmetro ρAB diz quanto os dois se movem juntos, e ρ diz quanto um fato novo atinge todos os grupos ao mesmo tempo.

uₖ = ln(aₖ/nₖ) vₖ = ln(bₖ/nₖ) aₖ + bₖ + nₖ = 1 uₖ(t+1) = uₖ(t) + μᴬ + σₖ·(√ρ·Zᴬ + √(1−ρ)·εᴬₖ) vₖ(t+1) = vₖ(t) + μᴮ + σₖ·(√ρ·Zᴮ + √(1−ρ)·εᴮₖ) corr(Zᴬ, Zᴮ) = corr(εᴬₖ, εᴮₖ) = ρ_AB
Pesquisas

Como as pesquisas entram

As pesquisas não são a âncora, são observações com ruído no meio do caminho. Cada trajetória recebe um peso pela concordância com o Datafolha de 6–8/out (52% de A nos válidos, BR-02949/2026) e de 13–15/out (51%, BR-00466/2026). O peso usa o erro amostral (2.520 entrevistas, efeito de desenho 1,5) e um erro sistemático comum às duas, porque são do mesmo instituto. Trajetórias que contradizem as pesquisas perdem peso, sem serem descartadas.

Leitura

Placar apertado, chance alta: por quê

Pense num jogo em que um time vence por 1 a 0 aos 80 minutos. O placar é apertado, mas esse time vence a maior parte das vezes, porque faltam poucos minutos e um gol é raro. Aqui é igual. A diferença esperada é de cerca de 2 p.p., e quem votou em A ou em B no 1º turno quase não muda de lado. Só o reservatório se move, e ele precisaria se inclinar bastante para um lado para inverter o placar. O limiar de virada mostra quanto.

"Empate técnico" nas pesquisas quer dizer que a diferença cabe na margem de erro, não que as chances são iguais. Uma pesquisa de 51% a 49%, com incerteza total de 1,6 p.p. (erro amostral mais 1 p.p. de erro sistemático), dá ao líder cerca de 73% de chance. Nos 2º turnos de 2014, 2018 e 2022, a última pesquisa Datafolha errou a fatia do vencedor nos válidos em cerca de 1 p.p. ou menos.

Limites

O que este modelo não faz

Não mede o comportamento real de cada grupo: as divisões e volatilidades padrão são hipóteses de trabalho. Não tem dimensão regional e não substitui pesquisa registrada no TSE. Abaixo de 11 dias de difusão nenhuma pesquisa entra no filtro, e o estado de partida é tratado como conhecido, o que subestima a incerteza. A semente é fixa e a impressão digital SHA-256 identifica o cenário exato.

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